quinta-feira, 25 de maio de 2017

Vida que segue




*Postado em 30/07/2010, no Space*

Planejei muitas coisas... Estudos, mudanças, rememorações, reverberações das audíveis palavras que disse a algumas pessoas.

Nada se confirmou. Nada se concretizou. Os planos, mais uma vez, não eram os meus.

Silenciaram-se os  livros, a minha própria voz e, parece-me, que todo o resto.

Nada ouvi além dos meus próprios ruídos, oriundos dos medos, esses, os mais variados.

Cá estou na tentativa de suplantar o tempo passado em um presente sem novas ou grandes expectativas, pois “estou” mediana.  Não morna. Não em cima do muro. Só estática. Imóvel.  

Ontem me atrevi a dar os primeiros passos...   Achar o caminho  dentro do navio... Voltei-me para a popa, para a proa. Desci,  subi ao convés.

Posta à prova, só me resta um lugar onde não me atrevi a ir, mas sei que preciso. Afinal, saber onde fica o comando é necessário.

Lá não verei nada além do infinito, mas  gostaria de entender o significado de tamanha imensidão e que, definitivamente, o controle não é meu.

Dito isto, continuarei singrando os mares.

Vida que segue...