sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sorriso



S
orriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir [...] é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos. [...] 

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. [...] temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre.
E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso. 

O Sorriso (este, com maiúscula) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.

Mas eu falava de gente, de nós, que fazemos a aprendizagem do sorriso e dos sorrisos ao longo da vida própria e das alheias. [...]

A tudo isto é que eu chamo sabedoria. [...]

Dir-me-ão que não cabe tanto no sorriso. Eu digo que cabe. Soube-o a noite passada, quando foi ele a única resposta para a insónia e para os monstros do pesadelo nascido no sono onde o corpo acabou por deslizar, cansado e aflito. Sorrir assim, mesmo sem olhos que nos recebam, é o verbo mais transitivo de todas as gramáticas. Pessoal e rigorosamente transmissível. O ponto está em haver quem o conjugue.»

José Saramago, «O sorriso», Deste Mundo e do Outro, 5.ª edição, Lisboa, Editorial Caminho, 1997


O Destino Desconhece a Linha Reta






destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. 

O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. 

Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se. Tanto assim que antes de converter Rimbaud em traficante de armas e marfim em África, o obrigou a ser poeta em Paris.


José Saramago, in 'Cadernos de Lanzarote (1994)'

Convocações para o concurso da Caixa 2014

O procedimento de convocação e avisos a respeito do concurso da Caixa é feito através de telegramas ou e-mails que são enviados para o endereço informado no ato da inscrição do concurso. Portanto, é bom ficar atento na sua caixa postal eletrônica ou nas caixas de correios da sua casa.
Caso o candidato aprovado prefira, também poderá acompanhar as convocações através do site da Caixa (http://www1.caixa.gov.br/download/index.asp). Basta clicar no link “Concurso Público” e depois no link “Admissional”. Na página que abriu, basta procurar pelo arquivo mais atualizado com a lista completa das convocações. Para o cargo de técnico bancário novo, geralmente o arquivo vem nomeado como CONCURSO_PUBLICO_TBN.
Se ainda houver dúvidas, o candidato poderá entrar em contato com a Central de Atendimento da Caixa pelo telefone 0800 726 0101 e tirar dúvidas sobre o concurso.

Trabalhadores Terceirizados do DF Em Assembléia Permanente



Resultado
Data base 2016



Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva 


Os trabalhadores terceirizados do Distrito Federal (DF), reunidos em Assembléia Geral da Data-Base, realizada na tarde/noite de ontem (26), no estacionamento do Teatro Nacional de Brasília, decidiram, por unanimidade, permanecer em Assembléia Permanente. 

A decisão foi aprovada por que os patrões não apresentaram nenhuma contraproposta à proposta aprovada na ultima Assembléia realizada no dia 05 de novembro passado: reajuste salarial de 30%, tíquete alimentação de R$ 28,00 e novas cláusulas sociais que passarão a vigorar a partir de 2015 na Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria. 

A presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis, disse para cerca de mil trabalhadores presentes na Assembléia, que na mesa de negociação com os patrões só foi debatido as novas cláusulas sociais. Mesmo assim, pontuou, pediram para analisar melhor as propostas. 

Isabel conclamou os trabalhadores a fazerem um trabalho de divulgação das decisões que estão sendo aprovadas e convencer os demais colegas de trabalho a participar efetivamente das decisões que serão tomadas nas próximas Assembléias da Data-Base. 

Ela ressaltou que a responsabilidade de tudo que está sendo aprovado nas Assembléias, é de total responsabilidade de toda a categoria, hoje estimada em mais de 70 mil trabalhadores no DF.


Terceirizados no GDF


O diretor Tesoureiro do Sindiserivços-DF, Osmar Felix, pediu uma salva de palmas aos combativos trabalhadores das empresas Juiz de Fora e G & E Serviços, que tiveram que realizar paralisações pontuais desde o inicio do ano para receber seus vencimentos. 

Aproveitou para alertar e pedir que os trabalhadores fiquem atentos. Pois, disse, que muitas empresas que têm contratos de prestação de serviços com o Governo do Distrito Federal (GDF), estão ameaçando não pagar os vencimentos de dezembro e o 13º salários dos trabalhadores, alegando que não estão recebendo o pagamento dos seus contratos com o GDF.

Insalubridade na UnB


O diretor de Comunicação e Imprensa do Sindiserviços-DF, Antonio de Pádua Lemos, após a fala do secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub),  Mauro Mendes, à qual suscitou o fato da reunião que participaram no Ministério Publico do Trabalho (MPT) com a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), sobre o corte do benefício da insalubridade de 275 trabalhadores terceirizados na UnB, suspenso indevidamente no início deste mês.

Pádua informou aos terceirizados da UnB e que estavam presentes na Assembléia, que o Laudo Pericial solicitado pela Procuradora do Trabalho Paula de Ávila e Silva Porto Nunes, já estava concluído e que será entregue à direção da UnB para ela reaver imediatamente os diretos dos trabalhadores que estavam sendo desrespeitados.    

Falas de Apoio


A secretária de Relação Internacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-Cut), Lucilene Binsfeld, saudou os trabalhadores presentes e reverenciou os muitos e incansáveis trabalhadores que se dedicam à luta por conquistas e avanços diversos para toda categoria. “Como é o caso da atual direção do Sindiserviços-DF”, disse. 

O secretária de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto de Oliveira Nonato, externou que a Cut Brasília tem participado ativamente das reuniões com o GDF para sanar e garantir os salários e benefícios em dia para os trabalhadores de varias empresas prestadoras de serviços para o governo.

Disse, ao final da sua fala, que a luta por melhores salários e condições mais dignas para os trabalhadores terceirizados do DF, é a luta da Cut Brasília e de seus mais de 80 sindicatos e segmentos sociais filiados.

http://sindiservicodf.org.br/portal/index.php/materias/82-trabalhadores-terceirizados-do-df-em-assembleia-permanente 


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Evolution of Beyoncé - Pentatonix

MUITO BOM!!!

O Porquê da Greve dos Rodovíários, já em seu 6º dia




Está mais  que óbvio que o GDF atual repassará a cadeira segura apenas  por tênues  fios ao seu próximo governante. Rombos e mais rombos financeiros; problemas e mais problemas.

Exemplo?
O contrato de concessão de prestação e exploração de serviços básicos rodoviários do Sistema de Transporte Coletivo do Distrito Federal - STPC/DF.  Esse contrato é bem claro com relação ao repasse de subsídio para a conta de compensação, que deverá ocorrer por dotação orçamentária, vinculada  ao orçamento da Secretaria de Estado dos Transportes, no valor da chamada TARIFA TÉCNICA por passageiro pagante. Pelo visto, alguém não fez o dever de casa, pois ainda restam, segundo a mídia, 12 milhões a serem pagos, no caso, à Pioneira.

Em contrapartida, a TARIFA DE USUÁRIO paga por milhares de pessoas, pelo visto "não faz cócegas" nos balanço financeiro das empresas. Nesse viés, citamos a exploração publicitária no interior e exterior dos veículos, que também as beneficia. Pelo visto, é pouco. Muito pouco.

Eu, tentando entender: o que banca o sistema, então: 1) subsídios (TERIFA TÉCNICA- gratuidade diversas), 2) o pagamento da TARIFA DE USUÁRIO por bilhetagem eletrônica,  3) o pagamento da TARIFA DE USUÁRIO em espécie, e finalmente,  4) as receitas acessórias. Será que é isso?

O contrato em questão é 10 (dez) anos, de um valor absurdo e não temos, hoje, transporte público para voltar pra casa, porque o  direito de ir e vir  foi cerceado em função de um agente/gerente/diretor/secretário de competência duvidosa, já que no contrato reza, também,  que "Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a interrupção em situação de caso fortuito ou força maior e de greve dos trabalhadores do STPC-DF." Se isso não for descontinuidade, o que será, então?

Por último, destaco que o próprio Edital nasceu errado, considerando que o advogado que fora contratado (o GDF não tem consultoria jurídica para esse fim?) para a sua elaboração era bem conhecido do  empresariado que entraria na disputa.

Bom, Brasília tem, hoje, em minha opinião, o pior transporte público de todos os tempos e as Satélites do Gama, Santa Maria, São Sebastião, Paranoá, Lago Sul, Jardim Botânico, Candangolândia  e Park Way estão sem ônibus pelo sexto dia consecutivo e digo mais, isso não é porque as empresas são ruins. Elas são o que são e querem ganhar. Ruim de roda é o GDF, permissivo, paternalista e incompetente. Isso não é uma reflexão. É uma constatação.


Outras notícias sobre o DFTrans:





Terceirizados do DF: Nova Assembleia em 26/11/2014



ResultadoData base 2016

        

Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva


A Assembleia Geral da Data-Base dos Trabalhadores Terceirizados do Distrito Federal (DF), realizada na tarde/noite de ontem (05), no estacionamento do Teatro Nacional de Brasília, aprovou por unanimidade levar para a mesa de negociação com os patrões a proposta de reajuste salarial de 30%, tíquete alimentação de R$ 28,00 (vinte e oito reais) e a inclusão de novas cláusulas sociais na Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria para 2015.
Além de homologar às cláusulas já conquistadas pela categoria, os trabalhadores terceirizados querem a garantia de pagamento do dia de falta por greve de ônibus, o pagamento de insalubridade para todos os trabalhadores que limpam banheiros e a licença maternidade de 180 dias.

Também ficou definida a aprovação para tornar a Assembleia permanente até o fim das negociações e a realização da próxima Assembleia Geral da Data-Base no dia 26 de novembro, quarta-feira, a partir das 17 horas, no Estacionamento do Teatro Nacional de Brasília – próximo a Rodoviária do Plano Piloto.

Os trabalhadores terceirizados debateram e aprovaram na Assembleia, o desconto da Taxa Assistencial de 3% e que deverá ser descontada no primeiro pagamento após a aprovação do reajuste salarial.

A Taxa Assistencial tem a finalidade de suprir com as pesadas despesas da Campanha Salarial para a contração pelo Sindiserviços-DF de carro de som, aluguel de ônibus para transportar os trabalhadores das Cidades Satélites, divulgação das Assembleias, assessoramento jurídico entre outras.

Como questão de encaminhamento, os trabalhadores autorizaram a diretoria do Sindiserviços-DF a negociar com os patrões e, se for o caso, instaurar dissídio coletivo.
Além da participação consistente da categoria, se manifestaram para trazer apoio às merecidas reivindicações dos trabalhadores terceirizados do DF, a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), o presidente da CUT-Brasília Rodrigo Brito, o presidente Alci Matos Araújo e o secretário Geral Djalma Sutero da Silva, ambos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-CUT) e o secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) Mauro Mendes.



Sindiserviços-DF Protesta Contra a Demissão de Dez Mil Terceirizados na Limpeza do GDF


Por Imprensa Sindiserviços-DF - Robson Oliveira Silva 
Foto: CUT-Brasília


O ATO DE PROTESTO organizado pelo Sindiserviços-DF e que foi realizado na manhã da última sexta-feira 07, na Praça do Buriti, em frente ao Palácio do Governo do Distrito Federal (GDF), reuniu parte dos dez mil empregados das empresas Juiz de Fora, Real JG Serviços Gerais, Servegel Apoio Administrativo e Suporte Operacional e Interativa Service, prestadores de serviços na limpeza e conservação de diversos órgãos do GDF, ou que têm verbas rescisórias a receber ou estão de aviso prévio e prestes a perder o emprego.

A manifestação contou com o apoio e a participação da deputada federal Erika Kokay (PT/DF), o presidente da CUT-Brasília Rodrigo Brito, o presidente Alci Matos Araújo e o secretário Geral Djalma Sutero da Silva, ambos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comercio e Serviços (Contracs-CUT) e de diversos dirigentes de vários sindicatos que compõem à CUT-Brasília.

Após as lideranças se revezarem em discursos de apoio à categoria na Praça do Buriti, por volta das 11 horas, uma comissão liderada pelos diretores do Sindiserviços-DF, deputada Erika Kokay, diretores da Contracs-CUT, CUT-Brasília e trabalhadores foram recebidos pelo secretário de Administração Pública do DF, (SEAP), Wilmar Lacerda.





No encontro ficou acordado que o GDF marcará reunião, nesta semana, com todos os donos empresas e na presença dos diretores do Sindiserviços-DF, sindicalistas e comissão de trabalhadores, fechará acordo de cumprimento das obrigações trabalhistas e a garantia dos empregos pelos patrões, conforme determina os Editais de prestação de serviços do GDF.



Em Defesa dos Trabalhadores Terceirizados no GDF, o Sindiserviços-DF Lidera Ato de Protesto no Buriti

Triste essa realidade...


        


Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Oliveira Silva (06/11/2014)


Cerca de seis mil empregados das empresas Juiz de Fora, Real JG Serviços Gerais, Servegel Apoio Administrativo e Suporte Operacional e Interativa Service, prestadores de serviços na limpeza e conservação de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), ou tem verbas rescisórias a receber ou estão de aviso prévio ou prestes a perder o emprego.

Liderados pelo Sindiserviços-DF, os trabalhadores estarão realizando ATO DE PROTESTO, na quinta-feira (06), a partir das 8 horas, na Praça do Buriti, em frente ao Palácio do Governo do DF, para que seus direitos sejam respeitados e o emprego garantido.

Na tarde desta terça-feira (04), foi realizada audiência com o secretário de Estado de Fazenda do Distrito Federal (SEF/DF), Adonias dos Reis Santiago, solicitada pela deputada federal Erika Kokay (PT/DF) e que contou com as presenças da presidente Maria Isabel Caetano dos Reis, o diretor de Comunicação e Imprensa, Antonio de Pádua Lemos, assessores do Sindiserviços-DF e da parlamentar.

A deputada e os sindicalistas foram diretos e objetivos ao solicitar para o secretário Adonias do Reis que as parcelas devidas às empresas sejam diretamente utilizadas para o pagamento dos direitos dos trabalhadores. Pois, muitos pais e mães de família já não têm o que comer em suas casas.

O secretário, por sua vez, se comprometeu com a deputada e os representantes do Sindiserviços-DF, que estará se reunindo com o secretário de Estado da Casa Civil, Swedenberger do Nascimento Barbosa, o secretário de Planejamento e Orçamento, Paulo Antenor de Oliveira e demais autoridades do governo, para buscar uma solução que resolva o problema dos trabalhadores o quanto antes.

Para a presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel, muitos trabalhadores estão passando por sérias dificuldades e não podem chegar no final do ano atolados em dividas pela falta do recebimento dos seus direitos e correndo risco de perderem seus empregos.

Ação Contra a Empresa Juiz de Fora

Após a substituição da empresa Juiz de Fora pela empresa Apecê Serviços Gerais, referente ao novo contrato dos serviços de limpeza e conservação do Hospital de Base de Brasília e a Farmácia Ambulatorial do SIA, a Secretaria de Estado da Saúde do DF reduziu no contrato 70 trabalhadores de um total de 400.

Tanto os trabalhadores dispensados ou os que desistiram de continuar no novo contrato, fazem parte da Ação Coletiva de 400 ex-trabalhadores da empresa Juiz de Fora que estão requerendo na Justiça do Trabalho o alvará para que possam sacar a multa de 40% do FGTS a que tem direito.

A Ação também exige que a empresa pague o seguro desemprego e todas as verbas rescisórias que os trabalhadores tem direito, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O Assunto da Ação Coletiva contra a Juiz de Fora também foi abordado na reunião com o secretário Adonias do Reis. Ele ficou de incluir o assunto na pauta da reunião com as demais autoridades do GDF.