quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A ERA DA MENTIRA

Sou fã da criatividade do povo brasileiro.

Entretanto, não concordo com a banalização da inteligência alheia e muito menos com a banalização da "ótica preferencial" de cada um. Não somos banais. E temos direito a escolhas.

A questão é: O mundo da publicidade está aí e eu tenho muita consideração por esses profissionais,  que são ótimos no que fazem, mas que também são pagos para mostrar algo que nem sempre é verdade e/ou totalmente verdade. Não raras vezes nos fazem acreditar no "como não pensei nisso antes".

Porém, mais do que  fã da criatividade brasileira, sou fã do bom senso.

Tenho NET. Gosto do  wi-fi e do atendimento rápido que recebo em tudo o que preciso. É a melhor de todas? Sei lá. Mas para mim, funciona. Tem gente que acha uma droga. Sorte? Pode ser.

Em meu caso, a experiência do  dia a dia (minha e alheia!) me ajuda a fazer as escolhas subsequentes. Sim, subsequentes.  É claro que já fiz escolhas erradas. Um montão de vezes e aprendi com meus erros.

Em alguns momentos, hoje, pode ser fácil me convencer; em outros, vá tentando...

Esta postagem é para divulgar um texto, o qual achei bastante pertinente.

Quanto ao picolé, no calor, pego qualquer um, até mesmo aquele com o "bom" corante bordeaux. Nada de picolé do vovô/ó, da titia e etc!

Psiu! se for trabalhar com o referido produto, não deixe que ele caia no seu piso!

Boa leitura!






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ASSEMBLEIA GERAL SINDISERVIÇOS/DF - DATA-BASE 2015




 
 


A Greve Continua na Limpeza dos Hospitais do DF

       

sindiservicos-web

Por Imprensa Sindiserviços-DF - Robson Oliveira Silva 

As trabalhadoras e os trabalhadores prestadores de serviços na limpeza e conservação dos Hospitais e Postos de Saúde do Distrito Federal (DF), localizados nas cidades de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Brazlândia, Guará, Núcleo Bandeirante e no Plano Piloto (HMIB), empregados da Empresa Ipanema de Serviços Gerias, continuam de braços cruzados nesta terça-feira (21) e só retornarão mediante o pagamento do auxilio alimentação que está atrasado desde o ultimo dia 15 passado. 


Mesmo com seus direitos trabalhistas desrespeitados pela Ipanema, conforme determina a CLT, 30% dos trabalhadores estão garantindo a higienização dos locais prioritários e emergências nos hospitais. Fotos da paralisação no Hospital Materno Infantil de Brasília - HMIB - Asa Sul. 

Vejam o que foi veiculado na Imprensa do Distrito Federal (DF):



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sabesp inclui segundo volume morto em nível do Sistema Cantareira

 
Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia de saneamento e abastecimento do Estado de São Paulo, Sabesp , passou a incluir a partir desta sexta-feira a segunda cota do chamado volume morto no cálculo do nível de água restante no sistema de represas Cantareira, o mais importante do Estado.

Até a véspera, o nível das represas que abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, além de cidades do interior paulista, era de 3 por cento, patamar que se referia apenas à primeira cota do volume morto, já que a reserva regular de água se esgotou em meados de julho.

O volume morto, ou reserva técnica na terminologia da Sabesp, refere-se à água que está mais no fundo das represas e que ficou abaixo do nível de captação das comportas, tendo que ser bombeada dos reservatórios para chegar às estações de tratamento.

Com a segunda cota do volume morto, o nível do Cantareira passou a 13,6 por cento nesta sexta-feira. Enquanto isso, o Sistema Alto Tietê, de onde a Sabesp também tem retirado água para ajudar no fornecimento do Cantareira, estava em 8 por cento. O Sistema Guarapiranga, outra importante fonte de água para a capital paulista, mostrava nível de 41,5 por cento.

A Sabesp recebeu autorização para captar o segundo volume morto em meados deste mês, em meio a uma disputa com a Justiça e a Agência Nacional de Águas (ANA), que em julho resolveu prorrogar para o fim de outubro de 2015 a outorga na gestão do Sistema Cantareira à Sabesp.

O Estado de São Paulo enfrenta em 2014 a pior crise hídrica dos últimos 80 anos, ano eleitoral em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi reeleito em primeiro turno. Temperaturas mais altas que a média do início do ano aliadas a chuvas fracas durante o período úmido não recuperaram as represas para a temporada seca, quando a pluviosidade é significativamente menor.

Apesar disso, a Sabesp, controlada pelo governo paulista, tem optado por mecanismos como captação de água de outros sistemas, descontos na conta de consumidores que economizam água e investimentos em campanhas de conscientização.

A empresa tem oficialmente sustentado desde o início do ano que racionamento de água na região metropolitana por meio de rodízio entre bairros traz riscos sanitários à população e à segurança de suas redes de tubulações.[nL2N0S31FH]

No interior do Estado, enquanto isso, várias cidades estão há meses racionando água.
Nesta sexta-feira, reportagem do jornal Folha de S.Paulo traz áudio da presidente da Sabesp, Dilma Pena, afirmando que "orientação superior" impediu a companhia de divulgar mais intensamente a necessidade de economia de água pela população.

"Isso tinha que estar reiteradamente na mídia, mas nós temos que seguir orientação. Nós temos superiores. A orientação tem sido essa. Mas é um erro (...)", segundo a gravação publicada pelo jornal, que afirma se tratar de uma reunião "de cúpula" da Sabesp.
Procurada, a Sabesp afirmou em nota que o "objetivo da reunião operacional foi de ampliar ao máximo as ações de comunicação para o uso racional da água junto aos funcionários da companhia". A empresa disse ainda que sua comunicação é feita de forma autônoma e que as decisões "ocorrem no âmbito da companhia".

Segundo a empresa, "naquele momento a diretiva era diminuir ao máximo a dependência do Sistema Cantareira. O contexto era de convencer, de forma contundente, os gerentes operacionais da companhia da necessidade de redução". A Sabesp finaliza a nota comentando que a estratégia de redução da dependência "deu certo", baixando a dependência do abastecimento de 9 milhões para 6,5 milhões de pessoas.

O governo do Estado de São Paulo não se manifestou de imediato.

(Por Alberto Alerigi Jr.; Edição de Cesar Bianconi)
Copyright Thomson Reuters 2012



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Planeta Água?

www.cesama.com.br-
Planeta Água?


Bom, pelo menos,  não mais  entre as coordenadas geográficas 45°50’ e 48°30’ de longitude oeste e 22°00’ e 23°20’ de latitude sul, ou melhor, sobre o Sistema Cantareira.







 
 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - 13 a 19 de outubro de 2014



Em todo o território nacional. Participe!


http://semanact.mcti.gov.br/web/snct2014/inicio


terça-feira, 14 de outubro de 2014

O NONO DÍGITO


Parece nome de filme?  Sim! 

É cabalístico? Sim, se levarmos em conta que o nono dígito será o nº 9  e como numerologia, matemática e afins me dão canseira, nem vou colocar link!

Pois bem, a alteração dos números dos nossos celulares já está rolando, mas vamos ao "resumão" que pesquei no site da devida  agência reguladora.

Para mais detalhes, clique: Anatel.

·             O DDD 11 ganhou o nono dígito em 29 de julho de 2012.

·             Em 25 de Agosto de 2013 será a vez dos DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19.

·             Em 27 de outubro de 2013 serão alterados os números dos DDDs 21, 22, 24, 27 e 28.

·             Até 31 de dezembro de 2014 serão alterados os números dos DDDs 91, 92, 94, 95, 96, 97, 98 e 99.

·             Até 31 de dezembro de 2015 serão alterados os números dos DDDs 31, 32, 33, 34, 35, 37, 38, 71, 73, 74, 75, 77, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89.

·             Até 31 de dezembro de 2016 serão alterados os números dos DDDs 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 51, 53, 54, 55, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69.





sexta-feira, 3 de outubro de 2014

MANIFESTO MORATÓRIA SÃO FRANCISCO VIVO

logoSFVivo

 


Meu Rio de São Francisco: quanta turvação!

A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco passa por um momento extremamente grave – a pior seca em 100 anos. E a falta de chuvas não é a única culpada, como querem fazer crer os governantes. A crise hídrica se deve também e principalmente aos múltiplos, crescentes e conflitantes usos de suas águas, matas, solos e subsolos, decorrentes do modelo econômico predatório; agravou-se de tal forma que os danos e riscos aumentam e assustam. A seca deixa este quadro ainda mais evidente. Esta situação, apesar do espanto e comoção, há algum tempo vem sendo denunciada pelas organizações populares e pesquisadores comprometidos com a luta socioambiental e a defesa da vida.

As intervenções degradantes na Bacia ao longo dos anos acumularam problemas que hoje “deságuam”, visíveis, no leito do Rio São Francisco. E mesmo assim não vemos os governantes movimentarem-se para enfrentar este desafio. Pelo contrário, anunciam como “crescimento” – nem é mais desenvolvimento – “benéfico” para todos, outros abusivos projetos econômicos, tais como as novas irrigações, transposições hídricas, minerações, minerodutos, monoculturas, agrocombustíveis, parques eólicos, ferrovias, hidrovias etc.

As águas minguadas do São Francisco podem ser notadas ao longo de todo o curso do rio e em afluentes grandes e pequenos, em muitos lugares já como calamidade. As reportagens mostradas pelos meios de comunicação e as imagens postadas nas redes sociais não deixam dúvidas: o Velho Chico apressa-se à morte!

Ribeirinhos, pescadores, vazanteiros e moradores das cidades dizem que nunca presenciaram o Rio com tão baixo volume. Isto também pode ser verificado nos dados do ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico. A barragem de Três Marias estava com 7,88% da sua capacidade de armazenamento no dia 24 de agosto deste ano. Municípios como Pirapora e Jaíba estão com problemas de abastecimento humano, pescadores não encontram mais os cardumes, balsas param sem poder transportar carro e gente, ou têm que dar longas voltas nas “croas”, como são chamados os acúmulos de areia no leito do rio, e em vários locais as pessoas já cortam o São Francisco a pé. A baixa vazão favorece a formação de cianobactérias (algas azuis), como já acontece no Rio das Velhas e nos próximos meses de seca aumentará a proliferação. Situações semelhantes ocorrem nas demais regiões, ao longo dos 2.830 km do rio, piorando a qualidade da água quanto mais se aproxima da foz, somando-se às baixas vazões e ao assoreamento as poluições doméstica, agrícola e industrial, num quadro angustiante.

O que fazer? Esperar chover? Ações emergenciais quando as algas azuis se espalharem por todo o Rio? Carros-pipa para abastecer povoados e cidades ribeirinhas? Cestas básicas para paliar a fome do povo quando as lagoas não mais reproduzirem os peixes? Mais obras inacabadas e superfaturadas de saneamento? A transposição do Rio Tocantins, para tapear as percepções do problema e potencializar mais usos degradantes das águas, matas e solos e exploração da população?

As seguidas reduções das vazões dos reservatórios determinadas pela ANA – Agência Nacional de Águas não podem ser as únicas medidas possíveis. A CHESF já conseguiu prorrogar a diminuição da vazão da Barragem de Sobradinho, “coração artificial” do São Francisco, em 1.100 m3/s, o que significa que na foz deve estar bem abaixo dos 1.300 m3/s, vazão ecológica mínima fixada por lei. Além de terem um limite intransponível (qual é este limite?), as reduções priorizam o negócio da energia hidrelétrica e não os demais usos. Enquanto isso, o Programa de Revitalização, apresentado como contrapartida governamental para a Transposição, a quantas anda? Quem dá notícia?

Os órgãos do Governo, em todos os níveis, irão mobilizar, como sempre, recursos para ações paliativas, ainda mais em época eleitoral… Ao mesmo tempo o setor privado, empresas mineradoras, siderúrgicas, metalúrgicas, energéticas, indústrias alimentícias e do agronegócio (este é responsável por quase 70% dos usos consuntivos das águas) continuarão a receber e usar suas outorgas sem restrição e efetivo controle do Estado. Órgãos e empresas do Governo responsáveis por promover o “desenvolvimento” – Ministério do Interior, CODEVASF, CHESF, DNOCS etc. – continuarão implantando a “política dos grandes projetos” – Jequitaí, Jaíba, Congonhas, Salitre, transposição para o Nordeste Setentrional e outros – a beneficiar grandes empresas e expulsar camponeses e povos e comunidades tradicionais. Estes convivem há séculos com os limites e potenciais do Velho Rio da Unidade Nacional e, assim, sinalizam critérios fundamentais para que o desenvolvimento seja abrangente, integral, multidimensional e sustentável de verdade.

O baixo volume de água do São Francisco não se deve exclusivamente à falta de chuvas, mas está diretamente relacionado ao uso degradante das águas superficiais e subterrâneas e do espaço geográfico da Bacia. As águas que também deveriam correr nas veredas, encher lagoas marginais e molhar vazantes estão alimentando monocultivos de eucalipto, soja, cana de açúcar, sugadas por moto-bombas, poços tubulares e pivôs centrais, entre outros. São consumidas e contaminadas pelas mineradoras e siderúrgicas. Servem aos interesses lucrativos de empresas de energia.

Foto: Blog Sertão Baiano
Foto: Blog Sertão Baiano


Os camponeses, povos e comunidades tradicionais e organizações populares lutam pra fazer a sua parte. Tal é o caso das revitalizações dos afluentes e subafluentes Rios dos Cochos, Peruaçú, Serra Branca, Verde, Mocambo, entre outros – alguns apoiados pelo Comitê da Bacia com recursos de cobrança de outorgas de água –, do Projeto de Assentamento Extrativista em Serra do Ramalho, de quilombos, terras indígenas e assentamentos de reforma agrária ao longo dos rios e em territórios da Bacia e tantas outras experiências importantes.

Neste momento de gravidade e caos eminentes, exigimos que as instituições dos Governos Federal e Estaduais da Bacia e o Comitê da Bacia declarem MORATÓRIA PARA O RIO SÃO FRANCISCO: suspensão de novos licenciamentos e outorgas de água para grandes e médios projetos e revisão dos já concedidos na Bacia do Rio São Francisco. Propomos que, além de retomar e ampliar o relegado Programa de Revitalização, realizem em caráter de urgência uma avaliação hidro-ambiental integrada de toda a Bacia, por pesquisadores das Universidades Públicas e técnicos do Estado, e a partir destes dados e informações se definam novos e mais restritivos parâmetros de uso das águas, matas e solos da Bacia:

1º) em caráter de emergência, para as águas acumuladas nas barragens, para amenizar a situação atual;

2º) em caráter permanente, para garantir condição de vida para o Rio e o Povo do Rio e evitar a sua extinção.

Conclamamos a população da Bacia do São Francisco, o povo brasileiro em geral e seus representantes a lutar por esta Moratória, a exigir seu imediato cumprimento, antes que seja tarde!

São Francisco Vivo, Terra Água Rio e Povo!
Articulação Popular São Francisco Vivo.
Bacia do Rio São Francisco, 27 de agosto de 2014