sábado, 10 de maio de 2014

RETRATO DE MÃE



Uma Simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus; e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha, age com as forças todas da juventude;

quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.

(Tradução de Guilherme de Almeida)


Autor: Don Ramon Angel Jara - Bispo de La Serena -Chile


Para Sempre (MÃE), por Carlos Drummond de Andrade





***
Por que Deus permite
 que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento. 

                                                   Morrer acontece
                                           com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
                                                   feito grão de milho.

 Carlos Drummond de  Andrade



Nível do Sistema Cantareira chega a 9,2% da capacidade (em 09 de maio)

É, Pessoal... Acho vai rolar racionamento!

* * *


São Paulo, 09 - O nível de armazenamento do Sistema Cantareira caiu 0,8% desde segunda-feira, 05, e atingiu um novo recorde negativo de 9,2% de sua capacidade nesta sexta-feira, 09. De acordo com informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível de água recuou pelo 19º dia consecutivo. Na mesma data do ano passado, o índice era de 61,8%.

Na segunda-feira, o volume armazenado estava em 10% de sua capacidade e desde então caiu 0,2% por dia. Diante desse cenário, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) deve começar nos próximos dias a captar a água do chamado "volume morto" do Sistema Cantareira, que está abaixo dos túneis de captação da Sabesp. Como informou o jornal O Estado de S.Paulo nesta sexta-feira, contudo, esta água já é fornecida à população das regiões de Campinas e Piracicaba, no interior paulista, segundo o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE).

Em ofício enviado no mês passado ao Ministério Público Estadual (MPE), o órgão gestor dos recursos hídricos paulista explicou que 76,5% dos 481 bilhões de litros que são considerados "volume morto", porque estão abaixo dos túneis de captação da Sabesp, fazem parte do "volume útil" que pode ser liberado para a região de Campinas por meio das "descargas de fundo", que são válvulas ou comportas no fundo das represas que controlam as vazões da barragem para os rios do interior. Os promotores questionam a qualidade da água da reserva profunda.

"Entre os mínimos operacionais da Sabesp e essas descargas de fundo há um volume (que é parte do 'morto') de, aproximadamente, 368 milhões de m³ (bilhões de litros), que, para os rios do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) é 'volume útil'. Abaixo dessas estruturas de descarga de fundo há, ainda, 113 milhões de m³. Esses 113 milhões são o 'volume morto' para o PCJ", afirma o superintendente do DAEE, Alceu Segamarchi Júnior, no documento obtido pela reportagem.

"Cada uma das quatro barragens, dos Rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha, entretanto, tem estruturas de descarga de fundo, que permitem o fluxo contínuo de água de partes mais profundas das represas para jusante, mantendo vazões nos rios", afirma Segamarchi.

É justamente esse "fluxo contínuo" da água na reserva profunda uma das principais garantias de que a água do "volume morto" também tem boa qualidade para o abastecimento público. A captação foi autorizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), responsável por avaliar as condições da água bruta.


Para o DAEE, sobre o possível risco de contaminação da água por sedimentos concentrados no fundo das represas, cabe à Sabesp e à Vigilância Sanitária avaliar e fiscalizar a potabilidade da água após o tratamento.


Passou no Concurso do Banco do Brasil de 2013? Acompanhe as chamadas!


Para os que fizeram o concurso de 2013 do Banco do Brasil e querem acompanhar as chamadas/convocações,
 eis o link:





sexta-feira, 2 de maio de 2014

ANA prorroga redução da vazão dos reservatórios de Sobradinho e XingóOs dois continuam autorizados a liberar a partir de 1,1 mil m³ por segundo no lugar do patamar mínimo de 1,3 mil m³ por segundo


         


Agência Brasil

Publicação: 02/05/2014 10:22 Atualização:

A Agência Nacional de Águas (ANA) prorrogou até 31 de julho a redução da água que é liberada pelos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco. Com isso, ambos continuam autorizados a liberar a partir de 1.100 m³ por segundo em vez do patamar mínimo de 1.300 m³ por segundo. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (2/5) no Diário Oficial da União.

Saiba mais...


Segundo a agência, a medida visa a garantir a produção de energia do Sistema Nordeste e atender ao uso múltiplo dos recursos hídricos por causa do menor volume de chuvas na bacia do São Francisco nos últimos anos. Desde a Resolução nº 442, de 8 de abril de 2013, está em vigor o patamar de 1.100 m³ por segundo.

De acordo com a resolução, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco, responsável por aplicar a redução temporária, está sujeita à fiscalização da agência e deve dar publicidade de informações técnicas da operação aos usuários da bacia e ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.


Audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, no dia 2 de abril, debateu a redução da vazão do Rio São Francisco que tem afetado a atividade econômica e a população no Nordeste. Setores como a agricultura, prejudicada pela menor disponibilidade de água para irrigação, a navegação e a pesca têm sofrido prejuízos devido à queda do nível do São Francisco.

Terceirizadas na Esplanada: em 2014, 107 inquéritos foram instaurados - Fragilidades na lei e descaso do governo facilitam as fraudes


Nem Fui!!!
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Guilherme Araújo
Simone Kafruni
Publicação: 02/05/2014 06:50 Atualização: 01/05/2014 23:46







Mais de uma centena de funcionários de duas firmas contratadas para atuar no call center do Banco do Brasil protestou por falta de pagamento. Eles cruzaram os braços por 24 horas


Os golpes protagonizados pelas empresas terceirizadas na Esplanada dos Ministérios estão saindo do controle. Há uma reclamação por dia útil na Justiça do Trabalho contra as prestadoras de serviços, que recebem dinheiro do governo e fogem com os recursos que deveriam ser transferidos para os funcionários contratados. Apenas nos primeiros quatro meses de 2014, foram instaurados 107 inquéritos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar o setor, número próximo aos 168 registrados em todo o ano passado. Nem o próprio órgão escapou do golpe, pois a sua contratada, a Remember, deixou um grupo de empregados na mão e uma dívida de R$ 43 mil.Leia mais notícias em Economia

“O total de denúncias é alarmante. Há todo tipo de irregularidade. Funcionários que nunca tiram férias por não completarem um ano de empresa, salários atrasados, benefícios sociais que não são pagos”, diz o procurador do Trabalho Carlos Eduardo Carvalho Brisolla. Ele reconhece que essa farra — na qual a ponta mais frágil, a dos trabalhadores, paga a conta — é estimulada pela falha na fiscalização dos órgãos públicos, que não dão à devida atenção aos contratos. No entender dele, o único caminho para se reduzir as fraudes é o Congresso Nacional modificar a Lei 8.666, das Licitações.

Para Brisolla, quanto mais o país protelar as mudanças na legislação, mais trabalhadores serão prejudicados. “Os ministérios não têm estruturas adequadas para fiscalizar os prestadores de serviço, ainda mais quando se trata de empresas de outros estados. É um problema sistemático da nossa legislação, que permite os frequentes golpes”, ressalta, coberto de razão.