terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Ministério da Saúde lança campanha para diagnóstico precoce da hanseníase

Só ratificando que a Carreta da Novartis ficará na Rodox até o dia 17/01!!


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Com o slogan "Hanseníase Tem Cura", a campanha orienta profissionais de saúde na identificação dos sinais e sintomas visando o diagnóstico precoce da doença

 
Publicação: 14/01/2014 14:29
  


O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (14/1) campanha educativa de combate à hanseníase. Com o slogan “Hanseníase Tem Cura”, a campanha orienta profissionais de saúde na identificação dos sinais e sintomas visando o diagnóstico precoce da doença.

De acordo com a pasta, as ações serão concentradas em todas as capitais e em cidades com mais de 100 mil habitantes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além da Baixada Fluminense, das regiões metropolitanas de São Paulo e de Belo Horizonte e do norte de Minas Gerais. As áreas são consideradas prioritárias por concentrarem a maioria dos casos de hanseníase no país.

Serão divulgados materiais como cartazes, gravações de rádio, outdoors e campanhas na internet para a população em geral e um e-mail informativo para profissionais de saúde.

Em Brasília, uma carreta da Fundação Novartis ficará estacionada, até sexta-feira (17/1), na Rodoviária do Plano Piloto. Lá, profissionais farão o diagnóstico da doença e orientarão a população sobre os sintomas. Também serão desenvolvidas atividades em duas estações de trem geridas pela Fundação Vale, nos estados do Pará e no Maranhão.

Balanço divulgado pelo governo indica que três estados registram as maiores incidências de hanseníase do país, com coeficiente de prevalência acima de três casos para cada 10 mil habitantes – Mato Grosso (7,69), Tocantins (5,54) e Maranhão (5,22). Rio Grande do Sul (0,12), Santa Catarina (0,29) e São Paulo (0,34) apresentam as menores taxas de prevalência da doença.

Em dezembro do ano passado, o embaixador especial da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, lamentou o fato de o Brasil ainda não ter atingido o patamar estabelecido pelo organismo para erradicação da doença, que é menos de um caso para cada 10 mil habitantes. Ao lembrar os avanços da ciência, que garantiram tratamento e cura, ele enfatizou que é preciso intensificar os esforços para atacar a hanseníase, marcada pela discriminação e pelo estigma.
 
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Convenção Coletiva 2014 - Sindiserviços/DF



Boa leitura a todos!


Crise hídrica afeta atividade de três miniusinas na região

Fato: A atipicidade do clima está complicando a vida dos brasileiros.

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Baixa vazão dos rios faz centrais interromperem produção em alguns períodos


A baixa vazão dos rios da região já está afetando a produção de energia em três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) instaladas em Pedreira e em Campinas. As usinas, que trabalham a fio de água, ou seja, não possuem reservatórios, têm interrompido a geração de energia nos horários em que a vazão é insuficiente. Essa situação é resultado do "racionamento" a que o Sistema Cantareira está submetendo a região de Campinas - por causa do baixo volume de água armazenado - ao menor nível dos últimos dez anos. Apenas 3 metros cúbicos por segundo estão sendo liberados.

Unidades em Pedreira e Campinas não possuem reservatório

A Usina Jaguari, em Pedreira, com capacidade instalada de 11,8 MW, utiliza o Rio Jaguari, enquanto a de Salto Grande, em Campinas, aproveita a água do Rio Atibaia e tem capacidade instalada de 4,6 MW. Essas duas usinas são administradas pela CPFL Renováveis. A outra usina que está interrompendo o trabalho por causa da baixa vazão do rio é a Macaco Branco, da CPFL Energia. Instalada na divisa de Pedreira com Campinas, ela também opera a fio de água, tem capacidade instalada de 2,3 MW e está sendo afetada pela disponibilidade hídrica do Sistema Cantareira e pela falta de chuva. A energia produzida por essas PCHs entram no sistema interligado nacional. Assim, mesmo que a geração seja afetada em alguns momentos, a distribuição não é comprometida.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que gerencia o Sistema Cantareira, solicitou à Agência Nacional de Águas (ANA) que, enquanto não houver recomposição do volume de armazenamento, respeite as vazões primárias definidas na outorga de 2004. Nesse acordo, feito há dez anos, foi estabelecido que a região de Campinas teria uma vazão primária de 3 m³/s e uma secundária, de 2 m³/s. A primária é o mínimo necessário para o abasteci-mento e a secundária uma espécie de reserva para ser usada em caso de necessidade.

Assim, com baixa vazão nesse período de altas temperaturas, as cidades terão que se virar com o que tiverem. O Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiai (PCJ) está orientando as cidades a emitirem alertas à população para que economizem água para enfrentar a estiagem atípica no período de chuvas.

O maior problema do Sistema Cantareira é que está entrando apenas 10,3 m³/s de água no conjunto de represas e saindo 34,2 m³/s - 3m³/s para a região de Campinas e 31,2 m³/s para São Paulo. "Nessa situação, o nível de armazenamento só vai diminuir. Não há como fazer milagre. Precisa chover na cabeceira dos rios, em Minas Gerais. Sem isso, será impossível recompor os reservatórios e tudo indica que não haverá água quando os meses tradicionais de estiagem, de junho a setembro, chegarem", disse o engenheiro ambiental Lincoln Azevedo.

Luta por água

A região de Campinas terá que conseguir mais 6 m³/s de água por segundo até 2020 para garantir o seu desenvolvimento. Sem isso, haverá problemas. Quase toda a água que passa nos rios das bacias hidrográficas da região é captada para abastecimento: para uma oferta por segundo de 38 m³ há uma demanda atual de 35,5 m³, o que já coloca a região perto do estresse hídrico e começa a comprometer investimentos.

Há muitas medidas sendo estudadas, mas a água que a região precisa vem do Sistema Cantareira, mesmo lugar de onde é retirada a água que abastece parte da Região Metropolitana de São Paulo. Aumentar a vazão para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) significará tirar água de São Paulo. A renovação da outorga do Sistema Cantareira ocorre este ano, mas deverá garantir menos água do que a região propõe. Enquanto os comitês pediram 8 m³/s, a proposta da ANA e do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) é de 7 metros cúbicos por segundo.
26,12
É o volume de água existente no Sistema Cantareira em relação à sua capacidade


Cantareira: volume é o mais baixo em 10 anos

Sistema Cantareira, maior e principal reservatório para o Abastecimento de Água das regiões de Campinas e de São Paulo, registrou ontem 26,16% de armazenamento. O volume é o mais baixo dos últimos dez anos e a consequência é a redução da vazão para a região de Campinas, para apenas 3 metros cúbicos por segundo (m³/s) - o mínimo necessário para permitir o abastecimento. Os rios estão baixos, e as cidades, em alerta. Jundiaí vai começar campanha junto à população para economizar e Campinas está atenta ao Rio Atibaia: se o nível baixar 45 centímetros, vai elevar o muro de pedras (enrocamento) para aumentar o represamento e, assim, garantir a captação. O coordenador do sistema de captação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), Luiz Artime, disse ontem que o Rio Atibaia está com apenas 16 centímetros na área de captação. Se chegar a 30 cm, ou seja, se cair 46 cm, medidas emergenciais serão tomadas para elevar o rio no ponto de captação e garantir, assim, o abastecimento de 95% da cidade. O Atibaia é o principal manancial de Campinas e está recebendo apenas 2 m³/s do Cantareira - das represas até a captação ele recebe contribuição de outros rios e córregos e chegou ontem a Campinas com uma vazão de 9,52 m³/s. Em Vinhedo tem havido, desde o início de dezembro, interrupções de fornecimento por curtos períodos. São pequenos racionamentos de uma a duas áreas, quando há elevação do consumo, informou a Prefeitura. A cidade capta água no Córrego Bom Jardim e no Rio Capivari, que integram as bacias PCJ mas que não são dependentes do Sistema Cantareira - o sistema libera água nos rios Atibaia e Jaguari, que formam o Rio Piracicaba. (MTC/AAN)

Fonte: Correio Popular (SP)

Maria Teresa Costa
DA AGÊNCIA ANHANGUERA teresa@rac.com


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Aplicativo informa sobre paradas de ônibus e rota de linhas no DF

 

Gente, Funciona!

Vide versão web: http://www.mapeiadf.com.br/mobee ou baixe para "Droid" ou IOS!

Boa viagem!

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Esta é para aqueles que sofrem  como EU!
Já solicitei o APP para testar.
Magda

Os criadores do aplicativo: denúncias de horários descumpridos, carros quebrados e itinerários errados  (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
 Os criadores do aplicativo: denúncias de horários descumpridos, carros quebrados e itinerários errados

O transporte público poderia ser mais fácil e mais atrativo caso oferecesse informações atualizadas aos usuários. Pensando nisso, cinco amigos que trabalham com tecnologia — e dependem ou já dependeram de ônibus — se juntaram para criar um aplicativo gratuito de colaboração coletiva para reunir esses dados. O Mobee foi pensado para smartphones, os telefones celulares modernos, mas também conta com versão para computadores. Dessa forma, é possível acessá-lo de várias plataformas. A equipe que desenvolveu o programa pretende liberá-lo para download até o fim do mês. Por enquanto, o serviço está em fase de testes. Cerca de 100 pessoas instalaram o software para fazer avaliações. A expectativa é que elas sirvam para preencher as lacunas de informações, aquelas que o cidadão não consegue com a mesma facilidade diretamente com o DFTrans, o órgão do governo que deveria fiscalizar o sistema e atender todas as necessidades dos passageiros.

Pelo Mobee, um usuário pode verificar qual a parada mais próxima, a quantos metros ela está, o itinerário da linha e até mesmo se é preciso pegar dois ônibus para chegar ao destino. O aplicativo ainda sugere a rota mais fácil. Para isso, basta um celular com GPS. Para que o aplicativo seja eficiente, no entanto, é preciso contar com a participação da população. Quanto maior o número de usuários e de colaborações, mais completo o aplicativo, como explica um dos desenvolvedores, o designer de interfaces Wesley Rocha, 34 anos. “No fim do ano passado, conseguimos uma reunião com o DFTrans. Eles nos passaram as rotas, mas não garantiram a atualização. A população vai ter que nos ajudar com esse trabalho e informar o que vê na rua”, comenta.

O DFTrans explicou, por meio da assessoria de comunicação, que, como o sistema de transporte público está em transição, não é possível ter todos os dados com precisão no momento. O total de ônibus em circulação, por exemplo, fica em 3.630, mas o número deve mudar assim que a atualização for concluída (Leia Para saber mais). O órgão calcula cerca de 4,3 mil pontos de paradas espalhados e aproximadamente mil linhas. No site do DFTrans, existe um mapa com detalhamento apenas das linhas do Plano Piloto. Ainda de acordo com a assessoria, trata-se de um protótipo de consulta de itinerário, além de preços e horários. O governo pretende expandir o projeto para todo o DF até a Copa do Mundo, que começa em junho.

Confira
aqui a versão web do aplicativo.
 
Publicação: 08/01/2014 06:05 Atualização: 08/01/2014 10:22

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Estudo do Banco Mundial analisa impactos do aquecimento global na seca no Nordeste brasileiro


É um desafio...

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agricultor Estudo analisa impactos do aquecimento global na seca no Nordeste brasileiro
Agricultor Vitoriano Alves, de Cruzeta (RN). Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti


Publicado em: 06/01/2014

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica. Pela análise de duas regiões - a bacia de Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, e o rio Jaguaribe, no Ceará - o relatório "Impactos da Mudança Climática na Gestão de recursos hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil" analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água.

Em parceria com a Agência Nacional de Águas, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e a Universidade Federal do Ceará, entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam "evapotranspiração". No entanto, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região.

O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas.

Agência da ONU auxilia na implementação de mudanças
 
Um programa financiado pelo Banco Mundial já começa a implementar mudanças na região. Uma iniciativa que atenderá 23 pequenos agricultores – com lotes de cerca de cinco hectares cada – apoia os trabalhadores rurais na compra de equipamentos que economizam água, dá assistência técnica na gestão hídrica e auxilia a expansão da rede elétrica na área do projeto, reduzindo a necessidade de água para o cultivo.
 
O agricultor Jean Azevedo acredita que o novo projeto ajudará os produtores que continuam procurando oportunidades no campo. Ele vive em Cruzeta (RN), uma região onde caem, em média, menos de 800 mm de chuva por ano – um volume de precipitação similar ao de países da África Subsaariana – e onde praticamente não chove entre julho e dezembro.
 
Preservar esse recurso natural tão valioso é um dos principais objetivos de Vitoriano Alves dos Santos, colega do Azevedo na Associação de Produtores de Cruzeta. “Ainda tenho acesso a uma fonte de água, mas me aflige ver a quantidade gasta todos os dias com a irrigação.”
 
* Publicado originalmente no site ONU Brasil.