quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

TEMPO DE PERDA (DE TEMPO)



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 - postado originalmente no Space
TEMPO DE PERDA (DE TEMPO)

Encontrei este poema na página  do Joca de Oliveira.
Gostei, por isso compartilho!

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Chega o tempo
que é perda de tempo
perguntar ao mar
das ondas, das cores e
dos mistérios,
aos pássaros do voo
do canto,
Às árvores, dos frutos
E aos homens, do amor.


IVAN MARINHO, do livro ANTI-HORÁRIO



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domingo, 2 de janeiro de 2011

O SONO DAS ÁGUAS

Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.

Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d’água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir… 

Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes… 

Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono…


Guimarães Rosa


sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ 2011

“O tempo passa, o tempo voa”... 

Não... não é merchandising do ex-Bamerindus!

É uma lembrança de que o tempo não para e é implacável.

Se você não quiser esquecer algo, registre e aprenda a abrir a gaveta desse arquivo.

Se quiser esquecer, não pense, não rememore e substitua por outro pensamento.

O interessante é que a Bíblia ratifica isso: “esquecendo das coisas que para trás ficaram... avançando... prossigo...” 

Paulo, no texto acima, diz que não somos mais os mesmos quando decidimos crer na salvação da alma pelo sacrifício de Cristo, pois passamos a buscar algo mais e que não está aqui. E não está mesmo.

Neste mundo, nosso o ensejo deve ser o de continuar, de não parar por mais que tudo pareça difícil ou até impossível. Deve ser o de viver da melhor forma, usufruindo da capacidade de pensar no bem e no bem-comum.

O bom desta vida e poder juntar os pedaços e começar de novo; abrir caminho para que as coisas aconteçam e saber seguir o coração, não o dos outros, mas o nosso próprio. Mas, um detalhe: que ele esteja sadio e tranqüilo.

Que tenhamos um ótimo 2011. E, como disse a um amigo, se não for um ano perfeito, que as intempéries, desventuras, ou o que for, nos tornem mais fortes e mais capazes.

Magda